2013!

Conteúdo original Transporte Seguro.

Abaporu

Tarsila do Amaral – Abaporu – 1928

Podemos adiantar algumas previsões para o ano de 2013, que se inicia na próxima semana,  ou seria muito arriscado lançar qualquer projeção?

Iniciamos 2012 cheios de esperanças, acreditando nas previsões do governo de crescimento da economia à ordem de 4,5%. Chegamos ao final do ano amargando magros 1,4%, no máximo 1,8%!

Cabe assim uma pergunta: o que saiu errado?

O governo foi afoito em seus prognósticos iniciais? Não havia margens para tal crescimento e, mesmo assim, nosso ministro Guido Mantega, em seu otimismo conhecido, insistiu em incutir-nos uma falsa esperança?

Nós, do Portal Transporte Seguro, não nos omitimos em dar nossa opinião a respeito do que saiu errado. A economia mundial está em frangalhos, com destaque para três situações:

  • O continente europeu, nos últimos 5 anos, vem lutando para conter a derrocada de sua moeda, o euro – o que poderia resultar na desintegração da União Europeia;
  • Nossos irmãos do norte, os Estados Unidos, não estão sabendo lidar muito bem com a queda de seu prestígio e hegemonia.  O FED, banco central americano, adotou a estratégia de emissão desenfreada de dólares, buscando assim, tornar, de forma artificial, seus produtos mais competitivos no mundo. Inundou os países em desenvolvimento com esses dólares, desestabilizando as economias locais, como a brasileira, e retardando sua evolução;
  • Do outro lado do globo, a China, para movimentar sua economia e, desse modo, encher os lares do mundo com seus produtos, manteve sua moeda, o Yuan, artificialmente desvalorizada.

Tais medidas, quando empregadas ao longo de anos, podem provocar, no mundo, uma crises de grandes proporções. Controles artificiais de câmbio, medidas protecionistas, disputas comerciais extremamente agressivas e falta de cooperação para resolução dos impasses da economia mundial. Em lugar de maior regulamentação e debate multilateral, tempo e recursos são perdidos na defesa de modelos econômicos fortemente apoiados no “livre trânsito de capitais” – um nome pomposo para nossa velha conhecida, a especulação. Pode parecer exagero mas, no passado recente, tivemos duas guerras mundiais determinadas, entre outros fatores, por situações similares. A Primeira Guerra Mundial foi influenciada pela busca desesperada por mercados para os excedentes comerciais europeus. Da malfadada partilha do continente africano chegamos às trincheiras europeias. Quanto à Segunda Guerra Mundial, vale lembrar que sua eclosão esteve relacionada, por vários caminhos, ao colapso das bolsas em 1929 e a grande depressão econômica que se seguiu – tal crise foi a expressão mais pura e perfeita do potencial destrutivo de economias desregulamentadas e ávidas pelos ganhos fáceis propiciados pela especulação.

Trazendo tais questões para o nosso mercado interno e nossa situação atual, o que verificamos?

Portinari - Criança Morta - 1944

Portinari – Criança Morta – 1944

Inicialmente, percebemos uma resistência das classes mais favorecidas ao modelo econômico que se tenta implantar no Brasil. Beneficiadas, ao longo de anos a fio, por políticas financeiras concentradoras de renda, palavras como “distribuição” e “desenvolvimento” lhes soam como verdadeiros xingamentos.  Desprezando as necessidades básicas da grande maioria da população que, a duras penas, teima em subsistir, essa elite primitiva flerta com sentimentos pouco republicanos e democráticos.

De todo modo, ao longo dos últimos anos temos conseguido, lentamente, mudar um pouco esse quadro. Os governos eleitos pela maioria da população, a partir de 2002, têm procurado distribuir renda aos menos favorecidos, através de programas sociais que, se não são suficientes, proporcionam um crescimento do mercado econômico interno. Assim sendo, ao longo dessa crise que assola o mundo desenvolvido, mantivemos o pleno emprego dos trabalhadores brasileiros e seguimos buscando soluções domésticas que viabilizem nossa projeção entre as  maiores economias do mundo. Não chegamos, ainda, ao ponto de podermos nos comparar a países cujos ganhos sociais e desenvolvimento, como sociedades organizadas, estão muita à frente da nossa. Mas caminhamos para isso.

Abrimos aqui um parêntese para falarmos sobre o que pode interromper essa trajetória – que reputamos adequada, até aqui.

Temos forças, em nosso país, que à época de Jânio Quadros, mantinham-se ocultas. Ou melhor: sempre as conhecemos, mas Jânio declinou nomeá-las. As mesmas forças que levaram o Getúlio Vargas ao suicídio, que depuseram o governo democraticamente eleito de João Goulart, trabalharam para desestabilizar o governo Lula e agora atacam a gestão de Dilma Rousseff.

Essas forças são compostas por um conjunto de personagens digno de filme de terror.

Nossa elite na vanguarda do atraso

Uma parcela de nossa elite é conhecida por seus preconceitos e defesa empedernida de seus títulos “quatrocentões”. Em outras palavras, não estamos criticando os donos do grande capital produtivo que se associam ao novo modelo de desenvolvimento que se quer implantar no Brasil. Com todas as críticas possíveis a seus projetos – tanto as de caráter trabalhista quanto àquelas de inspiração ambiental -, uma pessoa como o empresário Eike Batista pode ser considerado muito bem intencionada. O mesmo não podemos dizer, por exemplo, da esclerosada elite paulistana, residente nos jardins, que pouco produz, muita reclama e vive de reeleger o conservadorismo tucano de Geraldo Alckmin e arrotar os pretensos estímulos à vagabundagem propiciados pelo Bolsa Família.

Jornalismo de almanaque

Presidente João Goulart

O ex-presidente João Goulart, democraticamente eleito, foi uma vítima da articulação entre a elite primitiva e a mídia conservadora. Infelizmente, muitos se esquecem das barbaridades cometidas antes, durante e após o Golpe Militar de 1964.

Tal elite primitiva encontra sua contraparte nas quatro famílias responsáveis pelo que há de mais arcaico no jornalismo mundial: os Frias/Grupo Folha; os Mesquita/Grupo Estado; os Civita/Grupo Abril; os Marinho/Rede Globo. O uso do termo “arcaico”, aqui, não é mero exercício da habilidade em adjetivar. Jornalistas que afirmam ser o governo Dilma uma sucursal de conspiração comunista intergalática não merecem outra qualificação. Esses grupos de mídia, com suas múltiplas ramificações, vivem da difusão de valores conservadores, pró-mercado, pró-especulação e tentam, a todo custo, promover a desestabilização do atual governo federal. Para embrulhar a mensagem conservadora, as famílias acima citadas utilizam variadas embalagens. Temos a versão moderninha-descolada da Folha de São Paulo; o odor da naftalina quatrocentona do Estadão; a charmosa decadência do Grupo Globo, outrora Zeus nesse Olimpo, caminhando para ser devorada pela Rede Record; e a caricatura do conservador de tirinha de jornal, o pessoal da Abril com aquela aberração chamada Revista Veja.

Mesmo antes de praticadas, todas e quaisquer medidas anunciadas pelo governo são de pronto torpedeadas por essa mídia voraz e insensível aos anseios da maioria da população. Nossa mídia acredita, sinceramente, que possui o direito de determinar à população o que é certo ou errado, tirando desta o legítimo direito de opinar, de votar neste ou naquele político ou sistema que a ela, população, parece a melhor escolha.

Embora estejamos no final de 2012 e projetando o que buscamos para 2013, o aparelho midiático conservador encontra-se em pleno labor pelas eleições de 2014. Ora desconstruindo a imagem do ex-presidente Lula – aquele mesmo que o mundo reverencia como grande estadista e líder cheio de qualidades -, ora atacando o governo Dilma Rousseff – na impossibilidade de agredir a imagem de Dilma, a bola da vez é o ministro Guido Mantega, considerado “muito otimista” (estivéssemos no Jardim de Infância e a Revista Veja, com toda sua maturidade jornalística, diria que ele é “feio, bobo e tem cara de mamão”).

BebêPara que a história de retrocessos políticos do Brasil não se verifique mais uma vez, precisamos estar atentos e prontos para, nas urnas, em 2014, endossarmos essa politica exitosa que, mesmo com tantos percalços, nos trouxe até aqui.

Que tenhamos todos um ótimo 2013!

*Fotos e Imagens: Divulgação.

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Comments

  1. Suely Castaldi Ortiz da Silva says:

    Tenho percebido como é difícil para a maioria das pessoas perceber e diferenciar o tipo de mídia que se coloca a serviço de partidarismos, como no passado. Por isso, é de extrema urgência que esclareçam mais!!!

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