Sinominas, concessionária Sinotruk de Betim (MG), marca presença na Minastranspor 2012

Conteúdo original Transporte Seguro.

Entre os dias 22 e 24 de agosto deste ano, aconteceu a edição 2012 da Minastranspor, tradicional feira mineira voltada aos empresários de transporte e logística. O Portal Transporte Seguro acompanhou o evento ao longo dos três dias e teve a oportunidade de conversar com profissionais de múltiplas áreas de atuação na cadeia logística. Representantes de montadoras, empresas de sistemas, tecnologias de monitoramento/rastreamento, gerenciadoras de riscos, etc.

O mercado de transporte está sendo agitado pela chamada “Invasão Chinesa” de caminhões. Variadas marcas chegam ao Brasil, oferecendo novidades de todos os tipos para o transporte rodoviário de cargas. A principal personagem da Invasão estava presente na Minastranspor: a montadora chinesa Sinotruk levou seus caminhões ao Expominas e estava representada por sua concessionária de Betim (MG), a Sinominas. O Portal Transporte Seguro teve o prazer de conversar com o diretor comercial da concessionária, Virgílio Teles.

A seguir, você pode acompanhar todo o diálogo entre o Portal e o representante mineiro da Sinotruk. Veja, também, o registro fotográfico realizado.

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Portal Transporte Seguro: Virgílio, temos acompanhado a chegada das marcas chinesas de caminhões ao Brasil – entre elas, a Sinotruk. E percebemos que o transportador ainda nutre algum preconceito pelo fato da marca ser chinesa. Caso você pudesse falar alguma coisa para esse transportador, que ainda tem um pouco de preocupação em experimentar uma marca diferente, o que você diria?

Virgílio Teles (Sinotruk/Sinominas): Eu diria que essa preocupação do transportador tem que ser levada em consideração. O caminhão é uma ferramenta de trabalho. Então é preocupante você pensar que vai adquirir um equipamento de 240, 250 mil reais e ele vai precisar ficar parado por falta de peças. Pensando nisso, uma das coisas com as quais a Sinotruk se preocupou, em sua vinda para o Brasil, foi justamente isso. A montadora, na China, tem mais de 20 modelos de caminhões. Com esses modelos, o que ela decidiu fazer? Ela trouxe para o Brasil, em um primeiro momento, apenas um tipo de caminhão. Motor de 380 cavalos, com o mesmo chassis, a mesma cabine, só mudando o trem de força – esse seria o diferencial, com o 6×2 e o 6×4. Isso facilitou bastante a questão da reposição de peças. Porque se você tivesse lançado 5, 6 ou 7 modelos, automaticamente ficaria mais difícil a gente alcançar a perfeição na reposição de peças. Seriam muitos modelos diferentes e isso acarretaria um volume muito grande de peças. E hoje praticamente não existe dificuldade nenhuma em reposição. Nenhuma, nenhuma. Eu posso lhe dizer com toda certeza. E temos um centro de distribuição de peças já, muito bem montado. Esse centro fica localizado em Colombo, no Paraná, na região metropolitana de Curitiba. Então a reposição é bem tranquila. Sem contar que, hoje, na própria concessionária, eu já tenho grande parte das peças necessárias. Além disso, nosso caminhão não tem apresentado nenhum grande problema. Temos algumas correções necessárias, como em qualquer outra marca. Mas todas têm sido sanadas em tempo hábil, às vezes até mais do que outras marcas. Porque, como estamos entrando no mercado agora, a gente tem uma preocupação muito grande, temos que trabalhar em cima, sempre.

Espaço da Sinotruk/Sinominas na Minastranspor 2012. Foto: Guilherme Vieira/Portal Transporte Seguro.

Portal: O modelo A7 já foi anunciado no Brasil, mas ainda não está sendo comercializado?

Virgílio: O A7 é um caminhão com tecnologia Euro 5, da linha Sinotruk 2012. De acordo com a legislação, o fabricante, a partir de 2012, só pode produzir Euro 5. O A7, em particular, ainda não está liberado para vendas. Ele já chegou ao Brasil e está em fase de certificação, já está homologado, já está tranquilo para vendas. Só não foi definitivamente liberado, ainda. Mas imagino que, para setembro/outubro, já estaremos entrando com a linha A7, que é uma linha premium de caminhões. Vamos ter o 4×2 com 380 cavalos, 6×2 com 420 cavalos e o 6×4 com 420 e 460 cavalos. Também já queremos começar a entrar na linha de mineração com caminhões 8×4 e 6×4 – que são caminhões que vão atender muito bem o setor de mineração e ter uma boa relação custo/benefício. Nesse caso, estamos falando de caminhões “fora de estrada”, que trabalham dentro de minas, etc.

Caminhões Sinotruk: Howo A7 (esquerda) e Howo 380. Foto: Guilherme Vieira/Portal Transporte Seguro.

Portal: E a expectativa de vocês para a Minastranspor? [Esclarecimento: a entrevista foi realizada no primeiro dia de funcionamento da Minastranspor 2012]

Virgílio: A Minastranspor é uma referência para o transportador mineiro, que comparece para prestigiar a feira. Este é o nosso primeiro ano de participação. Ela ocorre a cada dois anos e, em 2010, ficou muito em cima. Nós havíamos acabado de abrir a concessionária, ainda não estávamos estabilizados no mercado. Então não foi possível participarmos. A gente vê que o público da feira é, realmente, o público de transporte: é o transportador, que está vindo para buscar negócios - não são pessoas que estão vindo apenas para passear. Eu acho que essa feira é, de fato, bastante proveitosa.

Portal: Qual sua opinião sobre o mercado de montadoras no Brasil?

Virgílio: Eu acho que o Brasil tem espaço para todos, é preciso quebrar esse paradigma voltado apenas às marcas tradicionais. Porque, se analisarmos, há 20 anos atrás existiam somente quatro marcas de automóveis no Brasil: Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford. Hoje, se você colocar 50 mil reais no bolso, faz um test drive em 30 marcas para escolher o carro que você deseja. Então essa concorrência vem para beneficiar o transportador/consumidor final.

Portal: Reparamos que, muitas vezes, o transportador ainda é um pouco conservador. Ele não percebe, por exemplo, que já compra o carro japonês, o carro chinês – marcas menos tradicionais já entraram no mercado de veículos de passeio. Mas, conversando com o transportador, notamos que existe uma resistência resultante de certa desinformação. Muitas vezes, ele não conhece o produto, não visitou uma concessionária e tem resistências porque é muito apegado às marcas mais tradicionais.

Virgílio: Na verdade, a gente não pode criticar ou crucificar o transportador por isso. Como eu falei e volto a falar, a gente sabe que o caminhão é uma ferramenta de trabalho. Agora, é um caminho árduo quebrar esse paradigma, quebrar essa resistência. Porque, por exemplo, quem queria um Toyota 20 anos atrás? Hoje é um sonho de consumo. Há muitos carros bons de todas as marcas. Mas, hoje, notamos que existe uma preferência pelo importado. Muita gente fala: “nossa, tenho um sonho de comprar um carro importado!” Algo que, antigamente, era para poucos. Atualmente, essa barreira do mercado foi quebrada. Anos atrás, quando você tinha um automóvel com ar condicionado e vidros elétricos, era top. E, hoje, quando você vê um carro importado, é de série: o carro tem airbag, ABS, ar condicionado, sistema de segurança… E o caminhão está desse mesmo jeito. Hoje, estamos partindo para uma linha de caminhões que oferece um conforto muito bom. Já vem com ar condicionado digital, banco com aquecimento, geladeira, som, tacógrafo digital, etc.

Frente do Sinotruk Howo A7. Foto: Guilherme Vieira/Portal Transporte Seguro.

Portal: Notamos que o A7 tem um apelo de qualidade, de grande conforto dentro da cabine.

Virgílio: Sim. Por exemplo, ele possui duas camas e a de baixo se transforma em uma mesa, para duas pessoas. O caminhão já vem com kit multimídia, entre outros itens. Vem, de série, com retrovisor elétrico, vidros elétricos, coluna de direção ajustável, o piso é semi-plano, etc. Portanto, é um premium.

Portal: O custo do A7 já está definido?

Virgílio: Estima-se que o A7 vá custar, aproximadamente, a partir de 270 mil reais, em sua versão 4×2 – chegando a 360 mil na versão 6×4 com 460 cavalos. Mas quando falamos em um 6×4 com 460 cavalos, estamos na faixa de um caminhão concorrente top de mais de 400 mil reais. Então, se você for levar isso em consideração, é muita diferença. Pode não ser uma diferença tão grande em um caminhão, mas quando você parte do princípio de que o transportador grande geralmente compra 5, 10, 15 unidades de uma só vez, acaba sendo bastante significativo. E cada negociação é uma negociação. Em uma negociação grande ocorrem descontos, por exemplo. Mas é sempre bom destacar: mercado há, para todos.

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Quer conhecer um caminhão Sinotruk? Então visite a Sinominas Caminhões:

  • Endereço: Rodovia BR 381, s/n, Km 489 – Dom Bosco – Betim (MG)
  • Fone: (31) 3592-5282
  • Site: http://www.sinominas.com.br
  • E-mail: virgilio@sinominas.com.br

Caso queira saber mais sobre a Sinotruk, sua história, estrutura e importância, assista ao vídeo abaixo:

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