Hélio Pires, diretor-presidente da UNICARGA, fala da necessidade de união entre os transportadores


Hélio Pires, em seu escritório, demonstra toda sua devoção por Nossa Senhora Aparecida. Um transportador de muita fé!

Hoje, o Portal Transporte Seguro publica sua segunda entrevista exclusiva. Tivemos a satisfação de realizar uma longa e produtiva conversa com o senhor Hélio Pires, diretor-presidente da UNICARGA. A empresa, localizada em Contagem (MG), foi fundada em 1988 e conta com 300 funcionários e uma diversificada frota que totaliza 100 conjuntos. Nesta conversa, realizada na sede da UNICARGA, foram abordados os mais diversos assuntos: a história da empresa; a necessidade de uma maior união sindical entre transportadores; os riscos oferecidos por nossas estradas; a alta carga tributária brasileira; a falta de motoristas qualificados no mercado; etc. Acompanhe, abaixo, a entrevista completa.

Portal Transporte Seguro: O senhor pode nos contar como ocorreu a constituição da UNICARGA? Como o senhor teve a ideia, qual foi o começo de tudo?

Hélio Pires: Isso aqui é uma longa história. Eu entrei no ramo de transporte por acaso. Eu era vendedor de transporte, de prestação de serviços e trabalhei na Rápido Paulista e Minas-Goiás Transportadora. Somando as duas empresas, foi um período de quase oito anos. E, de tantas dificuldades que eu tinha, junto às empresas, para atender aos meus clientes, decidi arriscar e montar o meu negócio. Assim, eu dei um passo importante para me tornar um empresário. De lá para cá, minha vida mudou por completo. Tive experiências boas, outras ruins, mas isso faz parte do jogo.

O senhor já dirigiu caminhões?

Hélio Pires: Sim! Já fui motorista de táxi, motorista de caminhão… Já me diverti bastante.

Hoje o senhor tem uma sala confortável, uma equipe que o auxilia… O senhor não sente falta de estar na estrada, dirigindo?

Hélio Pires: Falta, não. Agora, comparando os equipamentos que a gente tinha no passado e os atuais, dá vontade de experimentar. Todas as estradas melhoraram bastante e a tecnologia dos caminhões evoluiu muito. Hoje, tudo está muito moderno, com o rastreamento e todas essas novas tecnologias. São novidades interessantes. Em minha época de motorista, eu não tinha esses recursos todos. Dá vontade de testar, ver como é. Eu gostaria de matar a curiosidade. Mas vontade de voltar ao caminhão, para trabalhar, não.

O processo de constituição do sindicato de transportadores de cargas, aqui na cidade de Contagem (MG), tem evoluído?

Hélio Pires: Você tocou em um assunto bonito. Eu e uma turma do segmento de transporte estamos brigando muito por essa causa [o Sindicato de Transportadores de Cargas de Contagem]. Mas estamos preocupados com a possibilidade de morrer na praia. Nós acreditamos que o nosso segmento precisa ser mudado. Mas há certos empresários que não aceitam a mudança. Então, em nossa avaliação, nosso atual sindicato [Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais – SETCEMG] está ultrapassado. Trata-se de uma diretoria arcaica. O sindicato não leva em conta a evolução do mercado e as atuais necessidades do empresário do setor de transporte. Um sindicato tem que significar união. Ajudar o empresário a trabalhar. Os transportadores não podem achar que são inimigos, que são concorrentes. Não, nós devemos ser aliados! E o sindicato não organiza essa união. Para você ter uma estimativa, nós devemos ter, aqui em Minas Gerais, umas 5000 empresas de transporte. E o nosso sindicato, que é o SETCEMG, não tem 200 associados. Então deve haver algum problema, certo?

Podemos dizer que a representatividade do sindicato é baixa?

Hélio Pires: Muito pequena.

Então, para responder a essa situação, vocês estavam constituindo um sindicato aqui em Contagem?

Hélio Pires: Nós não paramos ainda não, nós estamos em uma briga. Mas agora é uma briga mais política. Precisamos resolver certas coisas que fogem ao nosso controle. Atualmente, a discussão está na mais na esfera jurídica. De todo modo, nós achamos que teremos sucesso. Porque, de acordo com a última audiência que tivemos, os juízes afirmaram que não são favoráveis à existência de um único sindicato. Deve haver vários sindicatos. Não só aqui em Contagem, mas um sindicato em Betim, um em Brumadinho, onde houver um grupo de empresas, pode existir um sindicato. Para tentar brigar!

A questão dos impostos, no Brasil, prejudica muito o setor de transporte de cargas?

Hélio Pires: Eu, como empresário, cheguei à conclusão de que não adianta transportar muito, não adianta faturar muito. Porque, para você ter uma ideia, segundo meu pessoal, a carga tributária do meu negócio gira em torno de 37%. Então fica inviável. Meu patrão ganha muito mais do que a minha empresa. E o problema é que o governo não toma conta de mim. Nós temos várias sugestões para o governo. Mas, até hoje, não tivemos retorno. O combustível é caro, os impostos são caros… Então, por que eu vou faturar? Automaticamente, ao aumentar o meu faturamento, quem é que vai ganhar? É o governo! Para minha empresa, por outro lado, o aumento de faturamento traz mais problemas. Vamos ter mais despesas, mais responsabilidades, vamos ter que aumentar nosso custo fixo… Fica difícil. Eu estou com 57 anos. Tenho 35 anos de experiência na área de transporte. Como empresário, são 27 anos. É uma bela experiência. Nesse tempo todo, a gente vê, por exemplo, o caso da reforma tributária. Que não sai, só fica no papel. A cada mudança de governo, o pessoal levanta essa bandeira. Mas ela não é posta em prática. Então, hoje, eu não tenho mais ânimo para trabalhar para o meu “patrão”. Ele não olha para mim com bons olhos.

Uma coisa que a nossa equipe vê muito quando vai atualizar o Portal Transporte Seguro é a enorme quantidade de acidentes e problemas com estradas em Minas Gerais. As estradas mineiras são tão ruins assim? Em sua avaliação, melhorou ou piorou, nos últimos anos?

Hélio Pires: Das nossas estradas, o caso que eu acompanhei com maior satisfação foi o da duplicação da Fernão Dias. Mas nós temos o caso da BR-040, ligando Minas ao Rio de Janeiro. Já se transformou em novela a conclusão dessa duplicação. Também do lado de cá da BR-381, no sentido de Nova Era, a situação não é boa. O índice de acidentes, por ali, é muito alto. Mas eu acredito que, em primeiro lugar, nós não temos educação para dirigir. Vejamos o caso do nosso segmento. Motoristas. Hoje, o mercado está em falta de profissionais. Aliás, motorista você encontra. Mas não encontra profissionais. Então, o que acontece conosco? O SEST SENAT qualifica o motorista, ele chega aqui, você e coloca para trabalhar e dá problema. A tecnologia chegou ao transporte, nos caminhões. Aí o pessoal novato, a nova geração de motoristas, que tem tudo para aproveitar essa tecnologia, não está sabendo aproveitar. E a velha guarda também não sabe dirigir a frota nova que existe aí. Então isso requer o que? Treinamento, treinamento, treinamento. É qualificação!

Então está realmente difícil encontrar motoristas qualificados no mercado?

Hélio Pires: Sim. Antigamente… Eu falo “antigamente”, mas vamos pensar em cinco anos atrás. Você tinha facilidade para conseguir essa mão de obra. Em função do próprio crescimento do país, esse meu funcionário mais qualificado o mercado veio e buscou. Então, hoje, nós enfrentamos dificuldades. Isso não é só na UNICARGA não. Isso está geral, no Brasil inteiro. Foi constatado que nosso segmento está com uma falta que gira em torno de 10 mil motoristas, para atender à demanda atual. Para você ter uma ideia, hoje, aqui dentro da minha empresa, eu devo ter, aproximadamente, uns 20 caminhões parados em função da falta de motoristas. Motoristas, aliás, até aparecem aqui. Mas não atendem aos nossos níveis de exigência.

O trabalho que o SEST SENAT faz, para qualificar esse pessoal, na opinião do senhor, poderia ser melhor?

Hélio Pires: Eu acho que sim! Aliás, eu avalio que o próprio SEST SENAT está com dificuldades para conseguir pessoal para realização desses treinamentos. Eu considero que o SEST SENAT possui uma boa estrutura, pode oferecer muito ao transportador, mas também acho que, nessa questão da qualificação, eles estão enfrentando dificuldades.

Voltando às estradas, o que o senhor acha das privatizações? Porque, na maior parte das vezes, a condição da estrada melhora com a privatização. Porém, em alguns casos, como o de São Paulo, você tem um preço de pedágio muito elevado.

Hélio Pires: Veja, em relação ao pedágio, à privatização, a gente não tem ideia, hoje, do que seria esse custo cobrado. Por exemplo, achamos que o da Fernão Dias é barato – o valor é de R$ 1,40 por eixo. Só que a gente não sabe, realmente, se isso é barato. Numa viagem daqui até São Paulo, temos oito pedágios, certo? Já no interior de São Paulo, se paga esse pedágio caro. Caro. Mas, veja, eu não posso determinar quão caro, de forma exata, justamente em função da manutenção da própria estrada. As estradas de São Paulo são bem diferentes das nossas, em qualidade. Eu cito muito o exemplo da Dutra, que foi a primeira estrada privatizada no Brasil. A Dutra é uma estrada que foi duplicada há 30 ou 40 anos e ainda é uma estrada atual. Há os congestionamentos normais, em função da própria demanda. Eu sou à favor da privatização das estradas. Mas é preciso rever essa questão do pedágio. Porque o pedágio tem de existir, alguém tem de pagar. Só que não pode ser o transportador. Eu tenho que repassar, a princípio, para o usuário, que é o meu cliente, entendeu?

Com relação à segurança nas estradas, pensando no caso da UNICARGA, a empresa tem enfrentado muitos problemas de roubo de cargas e acidentes?

Hélio Pires: A UNICARGA, graças a Deus, tem um baixo nível de acidentes. Considerando o tamanho de nossa frota, é bem pouco. Porque nós realizamos certos controles. A velocidade máxima permitida pela empresa é de 90 quilômetros por hora. E apenas nos pontos em que é permitido andar a noventa quilômetros por hora. Os motoristas da empresa que fazem as linhas de São Paulo e do Rio de Janeiro, que nós monitoramos constantemente, são obrigados, a cada duas horas ou duzentos quilômetros, a fazer uma parada e ficar, no mínimo, meia hora parados. Isso é lei aqui. Talvez em função disso, o número de acidentes tenha diminuído bastante.

Essa parada de meia hora é para o profissional poder descansar?

Hélio Pires: Sim. Para você ter uma ideia, essa exigência da parada é uma guerra! E nós tomamos essa iniciativa em função da própria segurança do profissional. Quando converso com os motoristas, explico para eles o seguinte: “olha, o caminhão tem seguro. A carga está segurada. Você, de um jeito ou de outro, também tem o seguro de vida. Mas se você quiser arriscar…” Então, essa preocupação, é com ele. Porque todo o resto está amparado.

Então os motoristas não gostam de fazer as paradas?

Hélio Pires: Não gostam não. Eles querem tocar, tocar…

Uma coisa que a gente tem visto no mercado das seguradoras, ultimamente, é que elas têm preferido privilegiar o embarcador da mercadoria e não o transportador. Como é que o senhor vê o serviço que as seguradoras prestam para as transportadoras, hoje? O senhor está satisfeito? Tem alguma reclamação? O que o senhor acha dessa relação?

Hélio Pires: Eu tive um problema sério no passado, que se alongou por muito tempo, relacionado a esse “seguro de transporte próprio”. A questão é que a gente não sabe até onde a proteção oferecida por esse seguro vai. Porque há certas regras que fogem um pouco à nossa compreensão. Quando eu pego um cliente que tem o seguro próprio, DDR [Dispensa de Direito de Regresso], ele me isenta de responsabilidade apenas “entre aspas”. Porque a gente não sabe as regras que a apólice dele possui para utilização do transporte de cargas. É uma faca de dois gumes. O transportador brasileiro, na verdade, é muito ingênuo. O cliente, o usuário, não sabe o que é um seguro. Muitas vezes, ele acha que tem seguro, que ele está acobertado, que o transportador ou que o caminhoneiro está isento [em referência ao seguro em si e à DDR], mas não! Isso aí não é brincadeira. Há um conjunto de regras que a seguradora exige, que é preciso acompanhar. Vou dar um exemplo a vocês. A minha empresa tem uma corretora, uma seguradora e uma gerenciadora de riscos. Agora, a regra que a seguradora passa para a gerenciadora não fica muito clara para mim. Muitas vezes, eu não sei como é que ela vai gerenciar a minha carga. Isso fica entre as duas. Eu não sei. Quando coloco o meu caminhão na estrada, o meu cliente já não é mais o dono daquela carga. Ela passa a ser da seguradora. Então há certas regras que eu sou obrigado a seguir. Porque, caso contrário, se eu pisar na bola, meu amigo… Muitas empresas podem quebrar em função de determinados tipos de cargas. E quebram mesmo.

Pensando nisso, antigamente, o corretor de seguros era um “vendedor de seguros”. Hoje o mercado tem cobrado, do corretor, que ele seja um consultor do cliente. O senhor concorda com essa nova postura? O senhor acha que o corretor precisa estar presente, atuando junto ao cliente, esclarecendo, por exemplo, como é o funcionamento de um seguro?

Hélio Pires: Isso, para mim, não é novidade. Eu nem me preocupo tanto em saber qual será a seguradora. O mais importante, em minha opinião, é o corretor. Ele é quem sabe o perfil da minha carga e é ele quem vai me encaixar dentro da seguradora mais adequada ao meu tipo de serviço. Digamos assim: eu sei transportar e o corretor sabe segurar a carga do meu cliente. O corretor é muito importante e hoje, aqui dentro da minha empresa, há uma pessoa só para cuidar do seguro. Para você ver como isso é complexo. Principalmente no caso da nossa empresa, em que há, também, o transporte de produtos químicos. É algo sério. Porque o produto químico, se você der uma cochilada, o prejuízo é sério.

E qual é a avaliação do senhor, para a UNICARGA, no ano de 2012? O senhor prevê crescimento?

Hélio Pires: Olha, eu não quero ser pessimista. No meu negócio, seria até chato. Vamos voltar um pouquinho atrás. Em 2008, tivemos um ano de cautela. Já em 2009, avançamos. 2010, foi mediano, porque foi anunciado que nós ganharíamos uma concorrência pleiteada para fazer serviços relacionados à Copa e Olimpíada. Então, parecia que ia haver um boom. Basta ver a construção civil, como está hoje. Mas os resultados que estamos vendo aí não são favoráveis ao transporte não. Eu lhe falo, sinceramente, que o meu movimento deve ter apresentado uma queda em torno de 40%. Por conta disso, estamos reestruturando nossos negócios. Estamos diversificando muito a atuação da UNICARGA. E devemos fazer mais algumas mudanças e terceirizar atividades. O transporte é o termômetro da economia. Se eu estiver transportando bem, você pode ter certeza que nós estamos em um ritmo de crescimento bom. Que o Brasil está crescendo. No entanto, neste momento, para o transporte, o cenário não está bom. Alguns segmentos da economia estão bem. Mas a maioria não está tão bem.

Recentemente, a UNICARGA se desfez de uma operação que possuía no Nordeste, correto?

Hélio Pires: Ainda não deixamos essa operação em sua totalidade. Há uma história que diz o seguinte: “se passar um cavalo selado em sua porta, monte em cima, que ele pode estar lhe levando a um bom negócio”. Então, o que aconteceu? Surgiu essa oportunidade de possuir a linha no Nordeste. Avaliávamos que era uma oportunidade de crescimento da empresa e arriscamos. Mas a nossa decepção na linha do Nordeste é tão grande, que não sabemos como é que as empresas que atendem àquela região sobrevivem. Nosso frete na linha de São Paulo para Belo Horizonte é melhor, nós temos uma rentabilidade bem maior em comparação a uma linha longa, saindo de São Paulo, para o Nordeste. As estradas que atendem àquela região são muito precárias. O índice de roubos é muito elevado. Determinados tipos de cargas, não é bom transportar para a região, muitas vezes é necessária a escolta. E há um gravíssimo problema: a inadimplência no Nordeste é muito elevada. Muitos clientes de lá desrespeitam o transportador. Desse modo, não foi uma experiência muito compensadora. Nós já desativamos as filiais de Salvador (BA) e Natal (RN). Ainda estamos tentando sucesso na praça de Recife (PE), em função do grande crescimento que está ocorrendo nesse estado. Apesar de ainda apostarmos nessa praça, tudo irá depender dos resultados. Nós vamos esperar esses resultados por noventa dias. Caso sejam positivos, continuamos. Caso contrário, vamos encerrar nossa operação nessa praça também.

Nós ficamos sabendo que o senhor é um bom pescador. Quando foi a última pescaria?

Hélio Pires: Isso é uma coisa engraçada… Ontem, eu estava conversando com um pescador amigo meu. Antes de montarmos a linha do Nordeste, há três anos atrás, eu fazia no mínimo quatro pescarias por ano. Depois da linha do Nordeste, fiquei dois anos sem pescar. No ano passado, eu consegui fazer uma e agora está marcada uma pescaria para o mês de junho. Costumo dizer que a minha terapia, o momento em que eu esqueço o transporte, é quando estou na beira de um rio. É uma sensação diferente, uma alegria diferente. É uma sensação gostosa, da qual só pode falar quem é pescador. Não sou pescador profissional, é bom que se diga. Trata-se apenas de lazer. Vale a pena! Quem nunca pescou precisa experimentar. É uma atividade que permite relaxar bem.

Para fazermos inveja àqueles que estão lendo a entrevista, qual foi o maior peixe que o senhor já pescou?

Hélio Pires: Para que não achem que é mentira de pescador, o maior peixe que eu já pesquei foi um jaú de 44 quilos!

Hélio Pires ao lado de Antonio Gracias Vieira, sócio-gerente da VIAMGES Corretora de Seguros. Uma amizade de longa data.

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Para falar com Hélio Pires ou requisitar algum serviço da UNICARGA, você pode utilizar os contatos abaixo:

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